sábado, 26 de dezembro de 2015

Undead BR: Especial: Melhores do Ano [Zé]

Olá :)

Rapaaaaz, vamos direto ao ponto. Que ano musicalmente péssimo. To chocado aqui com a inexistência de um álbum que realmente tenha me agradado. Provavelmente o primeiro lugar desse ano não ficaria entre os 5 do ano passado, mas vamo que vamo, que meu contrato só se encerra em 2022 e o Melhores do Ano é uma das principais clausulas que eu assinei (e vou parar de reclamar. Ou tentar pelo menos)

5 - Rixton - Let the Road



Rixton é uma banda semi-nova (na verdade, acho que esse é o primeiro cd deles), mas já nasceram com o cu virado pra gravadora, que colocou eles em todos os programas de sucesso nos EUA (Voice, SYTYCD, Idol, afins e afins). Felizmente, eles merecem o sucesso, pois o som é uma delicia. 
Destaque maior para Me and My Broken Heart, ótima pra dançar no Xbox (e segurar o Guto nos braços, enquanto ele dá um leap of faith de costas na minha direção), e Hotel Ceiling, escrita pelo fofo Ed Sheeran.




Four Year Strong - 


Eu sabia que havia algo de errado quando vi essa capa de péssimo gosto. Meio injusto colocar esse álbum aqui, quando as únicas coisas que eu gosto nele são as músicas que tinham no EP do ano passado, mas vamo que vamo. Wipe Yourself e aquela do Stop putting words in my mouth são lindicas tb.


3 - Passenger - Whispers 2



Não é tão fofo como o Whispers 1, mas jesus, a voz desse homem :)
Sou completamente apaixonado pelo Michael, e às vezes me vejo pensando em tatuar a frase do seu último álbum ( All I need is a whisper in a world that only shouts). Agora que vi Ed e Damien ao vivo, é minha próxima meta ver esse barbudinho ao vivo.



2 - The Wonder Years - No Closer to Heaven



Nos últimos 2 anos, as duas primeiras posições foram de albuns do Soupy. Esse ano deixo ele de castigo em segundo, pelo álbum, apesar de ótimo, não chegar perto do favoritismo que todas as outras obras dele alcançaram nos meus tops mentais. Tem umas 5 músicas geniais, lindas, mas o resto do álbum é meio "meh" pra mim. Quem sabe num futuro eu aprecie mais. Ah, e Stained Ceiling Glass é uma obra prima. (E mais uma capa feia)


1 - Jamie Lawson - 



Album de estreia de um belo artista. Veja bem, não é nenhuma obra prima nem nada, mas dá pra ouvir sussegado esse folkzinho irlandes por dias e dias. Destaque para a genial música que posto abaixo, cuja letra é de uma fofura só.



Momento Musical do Ano

A ponte de Stained Glass Ceiling, obvio. Mas, pessoalmente, pra mimzinho mesmo, o melhor momento foi ter conhecido este cantor incrivel que é o David Ford. Que cantor, amigos. Que cantor *-*


Clipe do Ano

YOU USE TO CALL ME ON MY CELLPHONE




*Sai dançando do Especial Melhores do Ano e esquece a luz acesa*

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Especial: Melhores do Ano [baah]

Bodia pessoas lindas do meu coração, esse ano foi muito polêmico: teve pedido de Impeachment, ataque terrorista, memes de Pulp Fiction depois de 2908234989340 anos de lançamento do filme e principalmente, foi aquele ano que você já tava pedindo para acabar porque as coisas estavam difíceis (sempre teve, na verdade). Sem mais enrolação, trago aqui minha lista dos melhores CDs do ano, quaisquer reclamações podem procurar o Procon mais perto da sua casa, mas deixa o Spotify aberto aí para vocês irem escutando.

5 - The Neighbourhood - Wiped Out!


Sabe quando uma das suas bandas favoritas some e você fica sem saber o que fazer? Pois desde o lançamento do I Love You esses caras estavam sumidos (lançaram uma mixtape com uma proposta totalmente diferente), mas somente esse ano voltaram com suas origens. Wiped Out! Foi lançado no finalzinho de Outubro e com ele os singles R.I.P 2 My Youth e The Beach, que trazem toda nostalgia da último álbum, que ainda conta com Prey e Daddy Issues.


4 - Bring Me The Horizon - That's The Spirit





Só esse ano fui ouvir BMTH, bem quando a banda passou por uma mudança drástica em sua sonoridade e com certeza que foi por isso que eu gostei tanto desse álbum. Eu não tenho muito que falar, o CD possui músicas distintas desde a agressiva "Throne" até a música pra ouvir na balada "Oh No", para quem estiver procurando algo mais alternativo para ouvir recomendo muito o That's The Spirit.



3 - Dance Gavin Dance - Instant Gratification



Junto com BMTH, o Dance Gavin Dance foi uma das bandas que descobri esse ano (thanks Kiq) e que gostei de cara do álbum. Não tenho muito o que comentar, o álbum é muito bom e de uma qualidade que diria impecável, músicas como "Eagle vs. Crown" faz você querer sair da cadeira e ir para um mosh, enquanto "Awkward" faz você repensar sua vida por completo. E ainda tem clipe de animação baseado na capa do álbum <3



2 - Twenty One Pilots - Blurryface




Se tem uma banda que eu acho que todo mundo deveria gostar é Twenty One Pilots. Não é rock, nem hip hop e agrada a qualquer gosto, Blurryface é um álbum impecável e não tem como você ficar parado enquanto o escuta (talvez em "Goner", mas por motivos óbvios). Procurei alguns vídeos de shows da banda e é incrível a performance deles, então quem tiver a oportunidade de ir no dia deles no Lollapalooza do ano que vem, saibam que vocês terão um grande espetáculo. "Stressed Out", "Lane Boy" e "Fairly Local" são para mim os grandes destaques do CD. Enfim escutem, e escutem mais uma vez e depois até enjoar.



1 - Enter Shikari - The Mindsweep


Em primeiro lugar, o álbum que mais ouvi no ano. The Mindsweep é um CD contagiante, em que, desde a primeira vez que você o ouve, você já fica extasiado de tão bom que o trem é. O álbum é bem agressivo, mas tem seus momentos de calmaria, como em "Dear Future Historians,,,", foi o primeiro que ouvi da banda e mostra a maturidade na sonoridade em comparação com os outros álbuns, meus destaques vão para "The Last Garrison", "Never Let Go Of The Microscope" e "Myopia".



É isso tudo pessoal... mentira, tem mais!

Menções honrosas desse vão para o grande retorno do Disturbed com "Immortalized" e o retorno do Breaking Benjamin com "Dark Before Dawn",que fizeram grandes álbuns e merecem ser destacados aqui. Por outro lado, as decepções musicais de 2015 ficaram por conta de duas bandas que eu considero uma das minhas favoritas: Papa Roach com "F.E.A.R." e P.O.D. com "The Awakening" que foram álbuns que eu consegui gostar de uma mísera música!

Momento Musical: Rihanna - Bitch Better Have My Money



Mais aguardado que tudo nessa vida, a Rihanna tá guardando o Anti (carinhosamente chamado de R8) ás 7 chaves, deixando muita gente ansiosa. Para mostrar que ela não tá brincando em serviço, ela lançou BBHMM como um dos singles e com ele esse clipe de proporções épicas!

Música Favorita: The Weeknd - Can't Feel My Face


Com certeza a música mais chiclete do ano é essa do The Weeknd, esse moço do cabelo mais estranho e de mal gosto que já vi , fez essa música dançante e que não sai da sua cabeça: primeiro você começa cantarolando e quando você percebe já tá mexendo os pés.

Clipe Favorito: Fort Minor - Welcome


Esse é o Mike com toda sua simpatia. Esse ano fez 10 anos do lançamento do The Rising Tied, e com a banda em inatividade, ele lançou essa música. O clipe de Welcome te dá uma experiência muito legal: de você ver as filmagens em 360º. Então a primeira vez que eu vi, fiquei que nem uma retardada rodando pela casa tentando ver o clipe de todas as formas possíveis e é muito legal.

Com isso, quero deixar um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo para todos vocês que acompanham o UndeadBR :)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Especial: Melhores do ano [Jove]

Salve, galera!

Ano de 2015 foi o ano das já consagradas bandas. Um ano que muita banda que já ta na estrada faz um tempo lançou coisas incríveis.

Então vamos a lista dos 5 melhores álbuns de 2015:

5- Powerwolf - Blessed and Possesed


Uma banda de power metal com elementos do heavy, Powerwolf é um grupo que trata bastante de religião e que esse ano voltou com um grande album do gênero. Os caras fazem uma grande missa saudando o power e toda sua glória! O órgão, o vocal e os couros que surgem nos refrões são daqueles que te da vontade de sair bangueando . Um excelente trabalho que merece estar no Top 5.



4 - Slayer - Repentless


Indo do power ao thrash, o Slayer lançou esse ano um dos álbuns que talvez tenham dado mais trabalho. Com a morte de Jeff Hanneman e a saída de Dave Lombardo, a banda teve que correr pra achar novos e bons substitutos. E quem mais que Gary Holt e Paul Bostaph? Gary Holt, que é do Exodus, veio a substituir Jeff nas guitarras e Bostaph, Ex-Exodus e que ja trabalhou com o Slayer, fecharam o time. O primeiro single foi Implode, que mostra agressividade e um som bem natural da banda. Com a chegada do álbum, muitas duvidas foram tiradas a respeito da qualidade e se a banda não ia puxar muito para o Exodus, aliás dois membros dela entraram, e os caras mostraram que mesmo depois de 30 anos de estrada e com um grande desfalque conseguem se reerguer e trazer um ótimo trabalho para os fãs do Thrash. Destaque para: Repentless, Cast the First Stone e Implode.




3 - Bullet For My Valentine - Venom


Depois do album Temper Temper não ter agradado muito os fãs da banda, o Bullet veio com tudo e lançou Venom. O album trouxe as raízes da banda dos álbuns Scream Aim Fire e do Fever. O peso voltou, mais pedal duplo utilizado, gritos e musicas que ficam na sua cabeça por dias e dias. O álbum ja começa no mais alto grau de porradaria com No Way Out e segue assim até a ultima musica. Destaque pra: No Way Out, Army Of Noise, Broken, Skin e You Want a Battle? Here is a War!



2: Disturbed - Immortalized


O que dizer desse lançamento? Quase (ou mais de) 4 anos em hiato e num dia anunciam a volta, lançam musica nova e anunciam álbum novo! Meu Deus! O single escolhido foi Vengeful One, que tem a mesma pegada costumeira da banda, com uma bateria pesada e melodias já conhecidas estruturalmente. Trouxe músicas incríveis e um tanto quanto experimentais, como Fire It Up e o fodidíssimo cover de Sound of Silence. O trabalho é excelente do começo ao fim, é dificil até aceitar que as bonus são bonus! Vale do começo ao fim! Em especial, um destaque para: Save Our Last Goodbye, Who Taught You How to Hate e The Brave and The Bold.




1 Ghost - Meliora


Bom, o vencedor não podia ser outro. Talvez o álbum esteja em primeiro por que sou uma putinha da banda? Talvez. Mas como aqui estamos falando de gosto, não tenho como negar que esse foi o melhor do ano pra mim. Em seu terceiro álbum a banda continua mantendo seu ritmo e sempre ficando no topo. Vemos diferenças claras do segundo para o terceiro álbum. Elementos pop e experimentais foram bem reduzidos a fim de manter o som classico setentista, agora com mais peso e ja entrando pra algo mais oitentista. Tivemos a troca do Papa novamente, e junto as caracterizações do Ghouls, que saíram do capuz e dão as caras com seus cabelinhos penteados para atras e seus chifres. Vemos tambem bastante faixas que só servem para introdução a uma outra faixa, o que não fez muito sentido. De 10, cai pra 7 o numero de musicas que se dá para aproveitar, mas que compensam muito bem. Um trabalho excepcional, que vale a pena ouvir. Ainda mais se voce curte uns rock de Satan! Destaque para: From the Pinnacle To The Pit, Cirice, He Is(puta balada), Absolution e Deus in Absentia.




Momento Musical : Kiko Loureiro entra para o Megadeth.


Pra quem gosta de metal, essa notícia foi simplesmente enlouquecedora! Presenciamos a entrada de um guitarrista brasileiro em uma das bandas pioneiras do Thrash e mais influentes até os dias de hoje! Tudo começou quando dois membros, Chris Broderick e Shawn Drover, guitarrista e baterista respectivamente, anunciaram a saída da banda, o que ja é costumeiro essas saídas de integrantes vindo do Megadeth. E quando saiu a notícia de que Kiko Loureiro entraria para o time oficial da banda, todos os fãs não só da banda, mas do metal ficaram orgulhosos. Por anos o mundo só ouviu de Sepultura e Angra, e foi por apenas alguns anos, e hoje ver que o cenário brasileiro gera influências e é reconhecido cada vez mais, é algo muito gratificante. Parabéns, Kiko!



Musica do ano: Zenith - Ghost


É algo muito particular. Ghost é sem sombra de duvidas uma das minhas bandas favoritas e que só vem me agradando. E sempre achei o album de estreia Opus Eponymous o melhor. Aquele ar setentista, de rock obscuro com fortes influencias de Blue Oyster Cult fizeram com que esse album tornasse algo que faria parte da minha vida a partir de então. E estava sentindo falta desse lado mais ocultista, mais sombrio da banda. Não que as outras músicas não tenham seu peso, mas aquela coisa de Opus Eponymous não conseguia ver. Então que surge Zenith, como musica bônus do Meliora. O piano na introdução é de arrepiar, seu refrão leva a uma outra realidade, um mundo totalmente diferente. Musica simplesmente perfeita! E essa capa inspirada em O Bebê de Rosemary faz tudo ficar mais nostalgico.




Clipe do ano: Sound of Silence - Disturbed


Essa música me surpreendeu. Quando vi que fariam um cover dela, achei que ja teria os gritinhos a la Down with the Sickness(Salve, Zé!), mas não, a surpresa foi linda! A musica teve todo um cuidado que a torna algo totalmente diferente do que o Disturbed ja fez. O feeling que o David põe nos vocais arrepia, e torna um dos vocais mais lindos e incriveis que ele ja fez. E toda a banda esta de parabéns por todo trabalho de melodia e instrumental. Ficou simplesmente excepcional. E sobre o clipe, tudo encaixa. O rosto de David cantando, mostrando suas expressões,  os músicos em frente a pessoas que parecem ter "perdido a música", e naquele barco cheio de instrumentos e instrumentistas, ficou muito lindo. Clipe do ano!




Bom galera, esse foi meu 2015! Ano dos que ja estão na estrada e que fizeram trabalhos incríveis. Passo a bola pra Miss Bodia: Baah.

Feliz Natal e Feliz ano novo ;)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Especial: Melhores do Ano [Romulo]

 Saaaaaaaaaaalve!

 Vamos continuar a tradição anual do blog, e quem posta hoje sou eu, Romulo!

 Assim como o Guto anunciou, vai ter br00tal sim! Mas não vai ter ódio! Minha lista é chorada, triste, melódica, mas com muito amor ♥.

 Acho que esse ano eu fui um pouco mais seletivo no que ouvir, tentei dar mais valor ao feeling como um todo, e sem tentar me prender em um estilo mas já me prendendo, acredito que o Melodic Hardcore e o Pop Punk foram os que mais influenciaram meu ano e minha vida no geral.

Sem mais delongas, vamos lá:



 Quando eu ouvi este álbum pela primeira vez, minha primeira reação foi de desdenho, pois todas as músicas me soavam iguais, porém com o tempo e com o passar do ano eu fui ouvindo ele cada vez mais e cada vez mais gostando e entendendo o que esse álbum passa.
 A banda deixou aquele pop punk tradicional de lado e colocou seu lado mais triste e emo vir a tona, coisa que já havia sido usado, mesmo que sutilmente, nos seus últimos trabalhos.
 Ele acabou servindo de trilha para algumas partes específicas do meu ano, e sempre que eu acabo ouvindo algum disco que marca determinada fase da vida, ele se torna especial, e este é motivo deste álbum estar na lista. E QUE VENHA O SHOW DELES EM JANEIRO!




 Eis um puta álbum. Pra entender um pouco, desde seu primeiro álbum a banda conta a história de uma família disfuncional trabalhadora da pós Segunda Guerra que envolve vícios, decepções e morte. Paralelamente neste trabalho temos a narrativa de um Padre com dificuldades de colocar sua fé em algo maior sem ter absolutamente nada de respostas sobre isto. Talvez este seja o trabalho mais carregado em peso e sentimentos da banda, e do lado pessoal, uma identificação do meu eu atualmente na questão da fé. Talvez com este álbum (e a discografia) você repense sobre várias concepções da existência humana, e foi nesse ponto que o álbum me cativou.



03. Counterparts - Tragedy Will Find Us

 Este álbum já faz parte do lado br00tal. Esse ano a banda teve a difícil tarefa de lançar o sucessor de seu melhor disco, The Difference Between Hell And Home, porém a banda essa vez inovou mantendo as raízes do melodic hardcore e incorporando influencias do metalcore, deixando seu som um pouco mais singular. Talvez não seja o melhor, mas com certeza foi o mais explorado.
 Counterparts é uma das maiores bandas do gênero e trouxe mais uma vez uma delícia de trabalho tanto musicalmente quanto liricamente, e algo que não só ele mas também todos da lista possuem, é a sua consistência, você não precisa ficar mudando de faixa, pois elas são contínuas e se fecham como um todo, coisa que muita banda boa peca.




02. Being As An Ocean - Being As An Ocean


 Aaaaaaah esses lindos! Pelo segundo ano seguido presente na lista e pelo segundo ano seguido em segundo lugar na minha lista, essa banda mais uma vez me surpreende. Em um ano cheio de self-titled, este álbum é singular, pois após a obra prima que o denso How We Both Wondrously Perish foi, eu realmente achei que seria difícil a banda lançar algo esse ano. E a banda lançou, e lançou um álbum ainda melhor, onde ela se encontra com uma identidade onde o Emo, o Post-Hardcore, o Melodic e o Spoken Word se tornam um só, coisa não muito fácil de se aplicar. Nem preciso comentar sobre o contúdo lírico deste álbum, a melhor coisa a se fazer mesmo é ouvir esta maravilha.




 Eu não tenho o logo desta banda tatuado no meu braço à toa, juro que desde o lançamento da sua primeira single, pelo menos 1 vez por dia ouvi alguma música deste álbum, que significou demais pra mim esse ano, e isso não é de agora. Desde que conheci esta banda (logo após o lançamento do segundo álbum deles, Let Go), as músicas dela sempre me tocaram de uma forma diferente, pois me identifico muito com a mensagem que a banda leva em suas canções, e em como a banda mudou (por muito tempo ela ficou conhecida como uma banda cristã, e mesmo não se denominando assim hoje, e não possuindo a mesma ideologia de antes, ela ainda prega uma palavra única) e ainda sim manteve-se sempre forte. O último trabalho lançado deles, os EPs Revolt/Resist me ajudaram demais nos momentos mais difíceis dos últimos anos, e o Free só me deu mais certeza que esta banda sempre será diferente para mim. A cereja do bolo foi o show deles dia 11/10, o melhor show da vida, com a melhor banda, tocando o melhor álbum do ano. O álbum em si é mais pesado que os anteriores (talvez devido ao baterista novo que é um monstro) e com uma energia nunca antes vista, acompanhado de um vocal na sua melhor forma e composições que demonstraram o amadurecimento da banda, que a assim como Free Mind/Open Spirit (do EP Revolt) mantém os pensamentos de seguir em frente, progredir, ser livre no sentido mais literal. É muito sentimento para uma banda só.



Menções honrosas:
Crooks - Are We All The Same Distant Apart
Stick To Your Guns - Disobedient
Four Year Strong - Four Year Strong
Man Overboard - Heavy Love
Neck Deep - Life's Not Out To Get You
Title Fight - Hyperview
Turnover -  Peripheral Vision
Citizen -  Everybody Is Going To Heaven
Superheaven - Our Is Chrome
Hotel Books -  Run Wild, Young Beauty
Motives - This World, Not Dead...


Momento Musical: As voltas do Alexisonfire e Underoath!


 Acho que para os emos como eu estas devem ter sido as melhores notícias do ano! Talvez as mais lendárias bandas de Post-Hardcore da história e sem dúvidas entre as minhas favoritas, este ano anunciaram reuniões com suas formações mais clássicas para alguns shows, e quem sabe até para novos álbuns (a esperança é a última que morre). O Alexisonfire já voltou este ano para os palcos, e o Underoath volta ano que vem. Espero de coração que este reunião não seja igual ao do Confide e acabe logo em seguida, pois estas bandas ainda tem muita história pela frente.



Melhor Música: Four Year Strong - Stolen Credit Card


 Nem preciso dizer muito sobre esta música, o Guto já disse tudo no post dele! Então fiquem mais uma vez com essa música que marcou demais este ano.

Melhor Clipe: Comeback Kid - Didn't Even Mind


Ainda hoje (ou amanhã?) tem a lista adulta, hétero e séria do nosso amigo Zé, então até logo!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Especial: Melhores do Ano [Guto]


  2015 já está indo embora, mas a Undead Br não pode deixar acabar assim, pode? Claro que não! Temos uma tradição à manter!
  Mais uma vez, cada membro do blog fez a sua lista com os melhores do ano na música, que consiste em: Top com os 5 melhores álbuns do ano, o momento musical favorito, música favorita e o melhor clipe do ano.
  Existe apenas uma regra para as escolhas: Nenhuma dessas categorias pode conter trabalhos do Hollywood Undead ou do Deuce!

Vamos lá, começando comigo, Guto!

  Diferente de 2014, esse ano procurei ouvir o maior número de álbuns possíveis, conhecer bandas novas, dar chance para outras e tentar fazer essa lista ter consistência.
  Única dificuldade? Não fazer uma lista tão presa no "mesmo de sempre", pois algumas das minhas bandas favoritas lançaram cd's esse ano, infelizmente, algumas erraram a mão feeeeio.
  Então sem dar indiretinha no Zé, mesmo sabendo que ele vai fazer a mesma piada de lista adulta ou hétero como todo ano, vamos ao que importa!

05. Neck Deep - Life's Not Out to Get You


  Neck Deep foi uma banda de Pop Punk que entrou no meu radar ano passado, mas não conseguiu me prender com seu primeiro álbum, salvo uma ou outra música. Porém, com Life's Not Out to Get You, a banda conseguiu minha atenção devidamente.
  Apesar de ser só mais uma banda de Pop Punk genérica (como eles mesmo se denominam), com o novo álbum, Neck Deep passou uma energia gigantesca (parte graças a produção do vocalista do A Day To Remember, Jeremy Mckinnon), e entregou algumas das músicas que mais ouvi nesse ano.


4. Alien Ant Farm - Always and Forever


  A única das minhas bandas favoritas da adolescência que acertou a mão esse ano! (Breaking Benjamin quaaaaase conseguiu também). Depois de voltar com a formação original há algum tempo, Alien Ant Farm começou a gravar um álbum de volta, e sem dúvidas, um dos melhores da banda!
  Always and Forever vai desde o peso do Nu Metal, até em músicas mais Rock N Roll, sem perder a carisma da banda. Músicas como Homage e Little Things ficaram na sua cabeça por meses!


3. The Wonder Years - No Closer to Heaven


  Está doendo muito no meu coração não colocar esse álbum em primeiro lugar.

  The Wonder Years entregou mais uma vez uma obra prima. Com letras fantásticas, instrumental impecável e um verdadeiro exemplo de uma banda que evolui com cada trabalho, mostrando aspectos de cada álbum até esse.
  "Mas depois de todas essas qualidades, porque o álbum não ficou em primeiro, Guto?" 
  Depois de pensar um pouco, eu concluí que esse é um top dos meus álbuns favoritos e não dos melhores. E mesmo sabendo que esse foi o melhor álbum que ouvi esse ano, ele não foi bem o meu favorito. Não ouvi ele tanto como os próximos, ou fiquei com as músicas por tanto tempo na cabeça. No Closer to Heaven é excelente, mas não foi o álbum que mais me atingiu esse ano.
  Agora queria chamar a atenção de vocês por um momento para a próxima música, que na minha opinião, é uma das melhores músicas já feitas e um dos protestos mais sinceros que já ouvi:


2. Four Year Strong - Four Year Strong


  Aaaah esses barbudinhos, não falei que eles estariam aqui esse ano de novo?!
  Se existe uma banda que aprendeu com seus erros, foi o FYS. Depois de arriscar até demais com um álbum que não tinha absolutamente NADA de parecido com seus outros trabalhos, a banda resolveu dar uma voltada nas origens e lançar um álbum com muitos break downs e gang vocals, do jeitinho que a gente gosta!
  Self Titled é um álbum feito para os fãs. Tem tudo o que você espera (tirando os synths, mas né, Josh já se foi há tempos), e um pouco mais, sendo sem dúvidas um dos melhores álbuns da banda e meu segundo favorito.
  Agora, se tem algo que a banda sem dúvidas levou esse ano, é o prêmio de melhor capa de álbum. Isso é uma obra prima. E só isso... Não levaram mais nada....


1. Zebrahead - Walk The Plank


  E meu álbum favorito do ano sem sombra de dúvidas, foi essa delicia!
  Zebrahead esse ano resolveu lançar tudo o que tinha direito: Um cd/dvd ao vivo, um Greatest Hits, um álbum com regravações de músicas com a formação antiga, um Split com a banda japonesa Man With a Mission, e para finalizar, um álbum de inéditas.
  Walk The Plank viaja por todas as fases do Zebrahead, desde o pop punk ao metal, porém, brilha na influência do Ska, matando a saudade das melhores músicas do Broadcast to the World e Phoenix.
  A banda não mede esforços em arriscar em diversos estilos, e entregar um trabalho nostálgico e que ao mesmo tempo traz uma sensação nova para quem já acompanha a banda.

  (Acredito que um fator que poderia interessar o pessoal fã de HU, é que o rapper do Zebrahead, ALi, entrega algumas das melhores rimas da história da banda, vale a pena conferir!)


Momento musical: A volta do Sum 41


  O Sum 41 fez seu show de volta no APMAS, e não satisfeitos em finalmente voltar para a alegria dos fãs, deram uma aula de como se faz um retorno realmente triunfal: 

1. Fizeram um Medley com alguns dos seus maiores clássicos.
2. Sem nenhum aviso, Dave Brownsound (um dos membros originais da banda), sobe no palco e é anunciado oficialmente de volta!
3. Terminam o show que já estava ótimo com a participação do Rapper DMC.

  Agora é só esperar o novo álbum que já está em produção, e arrisco dizer que estará na minha lista do ano que vem!


Música e clipe do ano: Four Year Strong - Stolen Credit Card


  HÁ, tem mais Four Year Strong SIM! E em mais duas categorias!

  Stolen Credit Card foi uma das maiores surpresas do Self Titled, tanto musicalmente, quanto liricamente. Seu instrumental é fantástico, com vários traços marcantes da banda, e traz uma das letras mais bacanas e positivas do ano. Porquê não sair um pouco das tristezas eternas das bandas que eu escuto, com uma música que tem como foco motivar as pessoas a correrem atrás dos seus sonhos?

  Sobre o clipe, ele acompanha exatamente o que a letra passa. Se levantar depois de uma frustração, e começar de novo. É algo bem bonito, de verdade.

  E é isso, galera! Obrigado por terem acompanhado minhas escolhas e se preparem para mais 4 posts! Amanhã é a vez do Romulo e de seu ódio br00tal!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Hear Me Now está entre as 100 melhores músicas de rock na revista Kerrang!


A Kerrang, famosa revista americana especializada em rock, todo ano faz uma lista com as 100 melhores músicas de rock. A lista é composta por músicas escolhidas pelo público, e por votação popular, o Hollywood Undead alcançou a quinta posição com Hear Me Now.

Hear me Now foi o primeiro single do American Tragedy, segundo álbum de estúdio da banda, e foi lançada em Dezembro de 2010. A música marcou a estreia de Danny nos vocais, e a volta da banda depois de especulações que ela acabaria com a saída de Deuce.

                   

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Undeadcast #4 - Músicas que odiamos.


Bom, agora sim! Está no ar o Undeadcast #4 - Músicas que odiamos!

Nessa edição, Guto, Romulo, Zé, Baah, Jove e nosso amigo Caíque, contaram quais são as músicas do Hollywood Undead que eles mais odeiam, e o porque. Será que todos vão levar numa boa quando descobrirem quem odeia Young, ou a tão amada New Day? Confira!

Na segunda parte do podcast, descobrimos quais são as músicas que vocês, os leitores dos parceiros da Hollywood Undead Brasil e da Undead 4Life Brasil, e o pessoal do nosso grupo do facebook mais odeiam, e falamos se concordamos ou não com as escolhas.
Como o Youtube bloqueou nosso podcast, acompanhem no soundcloud!



Para algumas pessoas está liberado no youtube, mas quem quiser tentar:

terça-feira, 24 de março de 2015

Artistas falam sobre o Hollywood Undead


Faltando menos de uma semana para o lançamento do Day of The Dead, a Artist Direct, fez mais um texto sobre o Hollywood Undead. O texto fala um pouco sobre o que esperar do próximo álbum ,e contém relatos de artistas sobre suas experiências com a banda: sendo como ouvintes, amigos ou colegas de trabalho. Confira abaixo a tradução dos relatos:


Jonathan Davis do Korn, J Devil, e Killbot: Eu amo para caralho o Hollywood Undead! Eles escrevem músicas ótimas e são legais para caralho. Eu me diverti muito remixando Hear me Now há algum tempo. Nós estávamos animados em receber eles na turnê Family Values em 2013 também. Eu desejo para eles nada além do melhor.




Ben Bruce do Asking Alexandria: É uma banda realmente boa com alguns ótimos refrões. Nos fizemos mais shows juntos do que eu posso contar, e é sempre satisfatório.


Jack Scherer do New Medicine: Eu ouvi muito o Swan Songs. Eu realmente amo aquele álbum. Nós nos tornamos amigos daqueles caras durante uma tour juntos, e eles são incriveis. 
Eles têm algumas musicas realmente ótimas e eles são ótimos de ouvir ao vivo. Mal posso esperar para ouvir mais.

M. Shadows do A7X:
Nós fizemos algumas tours junto com eles, e eles sempre fazem um ótimo show. Eu fico contente em ter saído junto com eles algumas vezes.

Ouça Live Forever!

Continuando o plano de divulgação do próximo álbum, o Hollywood Undead lançou mais uma música no seu canal do youtube e no site hollywoodundead.tv. A música foi Live Forever, que na verdade, foi lançada oficialmente na semana passada para quem fez a pre-order do álbum no iTunes e para os usuários do Spotify.

Day of The Dead será lançado no Reino Unido dia 30 de março, e no dia seguinte no restante do mundo.

sábado, 21 de março de 2015

Entrevista com Jessalyn - Baltimore

Eae galera, beleza?


Enfim o Hollywood Undead começou sua turnê de lançamento do novo álbum 
Day of the Dead , e o Undead BR foi atrás de uma fã que viu o show
deles em Baltimore para uma pequena entrevista sobre o que rolou nesse show.

A entrevistada é Jessalyn White, que foi muito simpática e receptiva nessa entrevista, nos contou como foi o show, como estava a platéia, como anda a repercussão do album la fora entre outras coisas. Fizemos a entrevista por mensagens diretas no Twitter, e a entrevista foi mais objetiva, sem perguntas longas. Vamos la!

Foto de Jessalyn com Charlie


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1. UndeadBR: Bom, primeiramente, como foi o show?

Jessalyn: Foi incrível! Foi primeira vez em um show deles. Já sou fã deles a uns 4 anos.

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2. UndeadBR: Como estava a plateia para esse show? Animada?

Jessalyn: Sim, todos estavam aproveitando bastante. Foi um pouco assustador por que todo mundo lá era uns caras enormes e eu sou baixinha, mas deu pra aproveitar numa boa.

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3. UndeadBR: Eles tocaram alguma musica nova? Como elas soaram ao vivo?

Jessalyn: Eles tocaram algumas novas sim, e até que soaram legais ao vivo.

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4. UndeadBR: Qual das novas você mais gostou ao vivo? E no geral?

Jessalyn: Day of the Dead entre as novas foi incrivel! E no geral fica dificil escolher só uma, então fico com Hear me Now e Undead. Ambas muito boas ao vivo.

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5. UndeadBR: E sobre as novas mascaras ? Como eram ao vivo?

Jessalyn: As novas mascaras estavam legais. Só a do Danny que eu realmente não gostei, mas as dos outros estavam todas bem bacanas ao vivo.

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6. UndeadBR: Voce conheceu o Charlie, certo? Foi “fácil” para conhece-lo? Eles são gente fina pessoalmente?

Jessalyn: Conheci e não, não foi fácil. Eu fiquei esperando o ônibus deles chegarem por em torno de uma hora. O Johnny foi direto pro ônibus e não saiu de lá. Eu parei o Charlie enquanto ele estava indo pro ônibus, e o restante do pessoal não consegui ver pois tive que ir embora. Estava muito frio e no dia seguinte tinha aula.

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7. UndeadBR: Aqui no Brasil, o Hollywood não chega a ser muito famoso. Como é a fama deles por aí? O novo álbum tem tido uma boa divulgação?

Jessalyn: Bom, aqui eles não são as pessoas mais famosas dos EUA. Mas dentre o pessoal da minha idade, adolescentes, muita gente conhece.As musicas novas deles tem tocado nas rádios de rock, todo lugar tem o CD deles vendendo. Custa uns 10 dolares.

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8. UndeadBR: Para nos despedirmos, diga algo para os fãs aqui do Brasil o que podemos esperar quando eles vierem fazer um show aqui


Jessalyn: Voces podem esperar por um show épico! É um ótimo show de Rock e se preparem pra serem arrastados para os moshs.Resumindo: é uma experiência incrível!

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Fotos cedidas pela Jessalyn em seu twitter @jessie_314:



















terça-feira, 17 de março de 2015

Entrevista com J3T, por Vik Winchester

VIK: Então, Day of The Dead como um conceito. O que fez vocês nomearem tanto o álbum como a primeira música dele assim?

J3T: No nosso ultimo álbum, cerca de 4-5 meses depois de terminar o álbum, nossa gravadora, A&M faliu. Não havia nada que nos pudéssemos fazer sem eles. Nós mal saímos em tour, e o Notes não teve a representação que nós queríamos. Então, isso é uma espécie de volta triunfal. Nós estávamos animados e irritados com o nosso ultimo álbum, então isso foi uma volta à nossa antiga forma, uma re-representação do Hollywood Undead, por assim dizer.
Quando você está numa banda existem várias razoes que te empurram para não estar em uma banda, e isso nos lembrou o porquê estamos na banda. Nós trabalhamos muito duro. A gravadora sabia que estava falindo e fingiram que tudo estava bem – uma compania gigante sabe meses antes de falir que eles vão falir. Eles sabiam e nós nos sentimos muito enganados. Não foi a primeira vez que esse tipo de coisa aconteceu, e isso nos fez perguntar o seguinte. “Nós queremos continuar?” Então nós demos um tempo. E é aí que você se lembra o porque você faz musica – puramente baseado na paixão, forçado a pensar o porque você está com ela – tipo como uma briga com sua namorada.
Nós não tínhamos uma gravadora neste ponto, então nós gravamos esse álbum num estilho guerrilha.



VIK: O feriado mexicano El Dia de Los Muertos teve alguma influência particular?

J3T: Eu consigo ver o porquê as pessoas pensariam isso, vindo de L.A; mas não houve nenhuma influencia, nunca. Não foi a intenção

VIK: Após ouvir Day of the Dead, seu som evoluiu desde os álbuns anteriores e vocês estão indo em alguns territórios ainda não explorados. Agora existem tantas influencias no trabalho que é duro apontar apenas um. Houveram artistas ou sons que mais influenciaram vocês durante a gravação e a produção do álbum?

J3T: Eu não ouço música enquanto estou gravando. Coisas podem ficar grudadas na sua cabeça, então eu me abstenho de música enquanto estou escrevendo. Você não quer acidentalmente copiar um trecho de alguma outra pessoa. Nosso gosto musical é muito eclético e quando escrevemos, misturamos coisas que parecem ficar boas juntas. Nós nos forçamos a criar uma música que misture as músicas que soam como nós, que nos diverte enquanto fazemos, e não seguramos nada. Nós escrevemos cerca de 30-40 músicas por álbum e algumas ficam realmente um lixo que nós nunca poderíamos lançar. Nós sempre nos forçamos nesse sentido; sempre mudando e mantendo as coisas interessantes.

VIK: Enquanto o Notes parecia ser um pouco mais rock (e cru, que montanha russa emocional!) DOTD parece ser mais um lado gangsta rap do HU, especificamente em Guzzle Guzzle”. O que influenciou esta mudança?

J3T: Nós tentamos escrever as melhores musicas sobre o que nós nos sentimos bem e o que é relevante em nossa mente naquela época. Guzzle Guzzle é o produto do que acontece às 6 da manhã quanto você está drogado no estúdio. É bem mais dark e nós fizemos um horário mais tarde no estúdio, da meia noite às 8 da manhã, meio de propósito. Quando você está no estúdio qualquer coisa pode acontecer. Como Medicine, do Notes, foi uma música meio “fora do comum” e eu sempre quis escrever uma música no estilo Doo’Wop dos anos 50, em homenagem ao meu avô, e foi aquilo que saiu. Às vezes você tem que cavar para achar as músicas e os resultados dessas introspecções.

VIK: Festas são uma grande parte das suas letras e estão realmente evidentes neste álbum em particular. Não parecem mais com as festas em casas de suas músicas mais antigas. Em faixas como Party By Myself e Live Forever parece um pouco mais de clube do que estamos acostumados, vindo de vocês. O que causou esta mudança?

J3T: Party By Myself é uma música muito dark sobre quando ninguém quer sair com você. É um conceito do Trent Reznor, de pegar uma música feliz, uma música de festa que não é feliz. É apenas uma daquelas coisas. Live Forever tem a intenção de ser mais animadora – você quer que as pessoas se sintam bem às vezes, e é o denominador comum de que somos muito mais semelhantes do que nós acreditamos. Também, nós tentamos fazer musicas que são mais como uma experiência e isso entrou em jogo também. Live Forever foi feita para ser tocada ao vivo.

VIK: Vocês colaboraram com alguém novo neste álbum?

J3T: Não, nós apenas colaboramos com artistas que são como Trent Reznor. Nós somos uma banda bem fechada.

VIK: Vocês passaram por algumas mudanças de pessoal nos ultimos anos. Como isso tornou a banda mais forte agora que estes membros saíram.

J3T: Honestamente eu nem penso mais a respeito disso, pois já fazem 4 anos que ninguém sai da banda. Pessoas se movem em direções diferentes e nós queríamos ir em direções diferentes. Às vezes, você pensa em duas coisas diferentes, artisticamente. Você se apaixona por algo e enquanto algumas pessoas embarcam na sua ideia, você sabe que ou você deixa essas coisas de fora ou simplesmente as coisas não funcionam.

VIK: Sua tour começou nessa grande cidade de amor fraternal! Alguma coisa especial sobre a Philadelphia que fez vocês gostarem mais daqui e começarem a tour pela cidade?

J3T: Nós queríamos fazer um show para a base de fãs mais apaixonada que existe aqui, e definitivamente existe uma conexão. Quando você toca em uma casa menor como a Underground Arts, é divertido estar lá perto do pessoal e isso torna o show muito mais íntimo. É a única hora do dia que eu estou aproveitando. Nós íamos tocar no TLA – Theatre of Living Qualquer coisa – e foi uma mudança de ultimo minuto. Nós todos crescemos andando de skate e o Love Park estava em muitos dos vídeos que nós assistíamos. É um lugar tão histórico e legal da cidade que é muitas vezes esquecido. Estou feliz que nós tocamos aqui. Simplesmente não funcionou com o TLA. Um set acústico também seria legal lá, na Underground Arts.

VIK: Vocês têm muita interação com os fãs nos shows, e essa interação parece vir dos dois lados (banda – fãs). De onde vem essa energia?

J3T: Fazer shows pode vir a ser muito chato logo. E a gente já fez mais de 2000 shows. Se você não tenta fazer com que seja divertido e aproveitar, não vale a pena. Muitas pessoas querem fazer o que eu faço, e eu costumava pensar “bom, eu sou o melhor nisso” quando eu era (mais novo e arrogante), mas agora eu aprendi a apreciar o que eu sou capaz de fazer todos os dias. E parte dessa apreciação, você deve as pessoas que pagam para te ver e fazem com que isso se torne divertido para você e assim se torna divertido para todo mundo.


VIK: O que está por vir no mundo do HU?. 

J3T: Só a turnê. É um ciclo: grave um disco e depois faça uma turnê. Tem essa grande turnê pelos EUA, depois na Europa por seis semanas... basicamente, muita turnê. Isso pode se tornar realmente uma rotina depois de um tempo. Quando você faz shows com pessoas, e especialmente em uma banda, que está junta por 10 anos. É um pouco triste quando você pensa “uh, 10 anos!” e vocês ainda estão juntos. Eu penso que todos nós estamos realmente revigorados e animados para ver o que acontece.

Lançado o clipe de Day of The Dead.

Hoje o Hollywood Undead lançou oficialmente o vídeo de  Day of  The Dead, primeiro single do álbum de mesmo nome que será lançado no dia 31 de março.

Confira abaixo:

segunda-feira, 9 de março de 2015

Entrevista com J-Dog para a Philly.Com



A última vez que o Hollywood Undead lançou um álbum, a mais de dois anos, ele estreou na segunda posição da Billboard 200, a maior posição até hoje. No meio de Chris Tomlin (na primeira posição – um músico gospel) e a soundtrack do filme Os Miseráveis (na terceira posição) foram o topo da lista (seguidos pelo álbum 'Red' da Taylor Swift na quarta posição), foi a combinação para o grupo de rap/hardcore crescesse.

Agora, perto de lançarem seu quarto álbum, ‘Day Of The Dead’, que vai sair no dia 31 de Março, a banda está procurando se reinventar ao mesmo tempo que permanecem fiéis ao que são. Liberando o álbum aos poucos, desde Outubro com o lançamento da música ‘Day Of The Dead’, que é uma espécie de montanha-russa dinâmica oscilando entre um hino e algo anárquico, o resultado dessa mistura parece ter deixados os fãs viciados nas músicas rapidamente. 

Com a turnê de lançamento do álbum – que irá começar nos Estados Unidos no Underground Arts na segunda, dia 9 de Março, a banda irá tocar algumas novas músicas ao vivo. Cada ingresso vem com uma cópia digital do álbum que será liberada para áudio no fim do mês.

A gente conversou com o vocalista e faz tudo Jorel “J-Dog” Decker para saber sua opinião do sucesso do último álbum e de sair em turnê novamente.


Philly.com: Eu li que muito desse álbum tem um significado de “hora de seguir em frente” pra vocês. Vocês acham que estão entrando em um novo capítulo de sua carreira? O que este novo capítulo implica?
J-Dog: Todo álbum para todas as bandas é um novo capítulo de sua carreira. É algo complicado, porque você tem de se reinventar todo tempo. É uma aposta toda vez, bem como se você tomou as decisões certas com a sua música. Este novo capítulo vai ser bom porque todos nós nos sentimos bem em relação ao álbum. 

PC: Conte sobre o que se passou no processo de composição e gravação do álbum. 
JD: Muita frustração, tipo de como foi o nosso primeiro álbum. Nós desperdiçamos muito tempo nos bastidores com gravadoras e empresários e o nosso último álbum meio que foi varrido para debaixo do tapete porque nossa gravadora estava falindo. Esse álbum realmente veio do coração.

PC: Algumas reviews que já saíram estão dizendo que este é o melhor álbum que vocês já fizeram. Como isto soa?
JD: Soa ótimo, você nunca sabe como as pessoas vão reagir. Como um artista você pode pensar “Este é meu melhor álbum até agora” e depois o consenso geral é de que as pessoas não gostaram. O mundo e a indústria da música gostam de mudar constantemente, então é difícil se manter original e novo, mas eu acho que conseguimos fazer isso dessa vez.

PC: Vocês são notoriamente conhecidos por misturar estilos. Neste momento na história da música, os estilos ainda importam?
JD: Eu não diria que estamos na dianteira de misturar os gêneros, mas estamos fazendo isso antes do que muitas pessoas por aí. As linhas da música estão misturadas agora, você tem um DJ sendo headliner de um festival de rock, rappers brancos vendendo muito mais álbuns do que todo mundo, e rádios de hip-hop tocando pop. Eu não acho que os artistas de hoje precisam se prender em um estilo ou gênero. Fica parecendo que em quanto mais lugares que você atinge, mais potencial você tem para se tornar um sucesso.

PC: Teve alguma pressão auto-imposta quando se trata de um lançamento segunda posição da Billboard?
JD: Teve sim. Se você não chega no número um, as pessoas então vão pensar imediatamente que esse álbum não é tão bom. Eles vão pensar isso sem ao menos escutá-lo também. Mas você não pode controlar isto. Se dois grandes artistas lançarem álbum na mesma semana que você, você vai parar na terceira posição mesmo se talvez você venda mais do que seu último álbum.

PC: Vocês têm sido muito estratégicos com o lançamento do álbum, desde lançar uma música por semana ou dando a cópia digital para quem já comprou os ingressos. Qual foi o pensamento por trás disso?
JD: Eu estou aqui só pela cerveja. Isso ocorre quando você tem uma boa gravadora e um bom empresário, eles tomam conta dessas coisas. É de grande ajuda ter um time bom por trás de você.

PC: Qual foi a ideia por trás de sair em turnê antes do lançamento do álbum ao invés de depois do lançamento?
JD: Turnês são marcadas muito rápido. Você irá perder uma tonelada de shows, festivais e locais que foram reservados. Um grande erro que cometemos no passado é esperar pra ver como o álbum é recebido e depois cair na estrada. Não é uma boa estratégia. E novamente, não foi nossa ideia, mas nós fomos conduzidos para o caminho errado.

PC: A turnê começa na Filadélfia. Essa vai ser a primeira vez que vocês vão tocar ao vivo algumas dessas músicas nos EUA?
JD: Pode acreditar! Vamos adicionar algumas músicas e vai ser a primeira vez que vamos tocá-las.

PC: O que você está mais ansioso para fazer durante esses dias?
JD: Sai em turnê pelo bom e velho Estados Unidos da América de novo. A gente não faz uma verdadeira turnê nos EUA em anos. É sempre aconchegante e divertido para gente. O clima vai ser perfeito também.

Fonte: Philly.com